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O agente José Antônio Lourenço, integrante da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil do Rio de Janeiro, faleceu na manhã desta segunda-feira (19) após ser baleado durante uma operação realizada na comunidade Cidade de Deus. A ação visava cumprir mandados de busca e apreensão relacionados à produção e distribuição irregular de gelo contaminado.
Lourenço, que também já ocupou o cargo de subsecretário de Ordem Pública do município, foi atingido em meio a um confronto armado. Ele chegou a ser levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge e passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Civil lamentou profundamente a perda e prestou solidariedade à família e aos colegas do agente, que também atuava como diretor jurídico do sindicato da categoria e liderava uma empresa de consultoria em gestão e liderança empresarial.
A operação, denominada “Gelo Podre”, teve como foco uma fábrica localizada na Cidade de Deus e uma distribuidora situada na Barra da Tijuca. De acordo com as investigações, essas empresas são responsáveis por fornecer grande parte do gelo comercializado em bares e quiosques da orla carioca. Em fiscalizações anteriores, amostras coletadas revelaram contaminação por coliformes fecais, conforme laudos emitidos pela Cedae.
As autoridades retornaram aos locais com o objetivo de verificar as condições de armazenamento, a qualidade da água usada na fabricação, identificar eventuais ligações clandestinas de energia ou água, e apurar possíveis infrações ambientais e contra o consumidor.
O secretário estadual do Meio Ambiente, Bernardo Rossi, destacou que diversas empresas operam sem qualquer autorização ou controle sanitário, representando sérios riscos à saúde pública. Ele afirmou que a fiscalização continuará firme para coibir práticas ilegais e proteger os consumidores.


